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Mãe de menina morta com 13 facadas diz que está vivendo um pesadelo

“A minha filha era alegre, ela gostava de brincar. Ela gostava de fazer amizade, todo mundo gostava dela. Ela era um pouquinho rebelde, mas era muito [...]

Postado em 17/01/2020 às 08:41 |

Mãe de menina morta com 13 facadas diz que está vivendo um pesadelo (Foto: TV TEM/Reprodução)

A mãe da menina que foi encontrada morta dias depois de desaparecer enquanto brincava em uma praça de Chavantes (SP) diz que está vivendo um pesadelo após o ocorrido e que ainda não consegue acreditar sobre a morte da filha. “Parece que eu vou acordar e ver ela”, admite.

Fabiana Aparecida Pestana contou ao G1 que está a base de calmantes desde a morte da filha e que, a cada dia que passa, a dor da perda fica pior.

“Estou a base de calmantes, não tenho vontade de comer, de nada. Você não imagina como está. Cada dia que passa está pior”, lamenta a mãe.

Emanuelle Pestana de Castro, de 8 anos, foi encontrada morta na segunda-feira (13) na zona rural de Chavantes, depois que o suspeito Aguinaldo Guilherme Assunção confessou que matou a menina à polícia e indicou o local do corpo.

Emanuelle foi enterrada na terça-feira (14) no Cemitério Municipal de Chavantes, sob forte comoção. Segundo a mãe, ela era uma menina muito querida por todos na cidade.


“A minha filha era alegre, ela gostava de brincar. Ela gostava de fazer amizade, todo mundo gostava dela. Ela era um pouquinho rebelde, mas era muito vaidosa, adorava passar batom. Ela era linda, você viu?”, questiona Fabiana. 

Além de Emanuelle, Fabiana tem outros dois filhos: a Giovana, de 18 anos, e o Paulo Henrique, de 6. Segundo ela, o irmão mais novo era muito próximo a Emanuelle e não entende direito o que está acontecendo.

Para distanciá-lo do sofrimento, a mãe conta que familiares levaram o menino para São Pedro do Turvo. Lá, a mãe ouviu de um parente que Paulo tinha guardado duas das bolachas que tinha ganhado para levar de volta à irmã. “Tudo Emanuelle dividia com ele, ela defendia ele”, lembra Fabiana.

Crime

Segundo a polícia, a criança foi atraída pelo suspeito para colher mangas em uma área de mata e foi morta com 13 facadas.

Aguinaldo relatou à polícia que ele matou Emanuelle por vingança contra a mãe dela que, segundo ele, não deixava que ela brincasse com o enteado dele.

Aguinaldo foi preso por homicídio qualificado e ocultação de cadáver e estava no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cerqueira César desde a audiência de custódia. Na manhã de quarta-feira (15), ele foi encontrado morto em sua cela. Moradores de Chavantes protestaram contra o enterro dele.

De acordo com Fabiana, ela conhecia Aguinaldo de vista, já que ele morava no mesmo bairro que ela.

“Conhecia de vista, morava para cima no bairro, esse monstro. Para mim, que ele vá arder no fogo do inferno”, se revolta Fabiana.

Segundo o delegado Antônio José Fernandes Vieira, Aguinaldo já havia sido condenado e cumpriu pena em 1988 por ter assassinado o irmão.

O delegado também afirmou que, mesmo depois da morte de Aguinaldo, a investigação sobre o caso vai prosseguir normalmente. "O inquérito que apura o homicídio de Emanuelle terá seguimento até que todas as circunstâncias do ocorrido sejam estabelecidas", afirma.

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