A integração de tecnologia e análise de dados no Paraná, por meio do programa Olho Vivo, resultou na apreensão de seis veículos clonados e na recuperação de outros 40 com registro de furto ou roubo nos últimos três meses. O sistema utiliza inteligência artificial para cruzar informações de bancos de dados oficiais com imagens captadas em tempo real.
O cerco digital funciona da seguinte forma:
As câmeras detectam divergências entre placas, modelos e características físicas dos automóveis. O sistema gera alertas automáticos ao identificar a mesma placa circulando em locais distantes em curtos intervalos de tempo. A plataforma permite a conferência rápida de dados sofisticados, como o número do chassi, facilitando a abordagem imediata pelas equipes de campo.
Atualmente, o Olho Vivo opera com 1.012 câmeras inteligentes distribuídas por 22 municípios paranaenses. Segundo o secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, essa tecnologia antecipa a resposta policial e amplia a capacidade de investigação.
O Governo do Estado prevê um investimento total de R$ 400 milhões para que as prefeituras instalem até 20 mil câmeras por meio de repasses a fundo perdido. O programa é coordenado de forma integrada e segue rigorosamente as normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).