Um menino de 12 anos, identificado como Thaygo Henrique, morreu após ser picado por um escorpião-amarelo em Cambará, no Norte Pioneiro. O caso ocorreu no domingo (12) e gerou revolta em familiares, que denunciaram a falta do soro antiescorpiônico na cidade.
Thaygo deu entrada no Pronto-Socorro Municipal com sintomas típicos de envenenamento. A equipe médica entrou em contato com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) para orientação, mas o quadro clínico do menino piorou rapidamente.
Diante da gravidade, o CIATox orientou a transferência para a Santa Casa de Jacarezinho, unidade que possuía o soro disponível. No entanto, o estado de Thaygo se agravou durante o trajeto, obrigando o retorno ao pronto-socorro de Cambará. Equipes do Samu Avançado e da 19ª Regional de Saúde foram mobilizadas para levar o medicamento até a cidade.
O soro antiescorpiônico foi administrado com seis ampolas, e Thaygo foi transferido em estado estável para o Hospital Universitário de Londrina. Entretanto, o menino não resistiu e morreu na segunda-feira (13).
Este é o segundo caso fatal em três meses no município. Em julho, Bernardo Gomes de Oliveira, de 3 anos, também morreu após ser picado. Nas redes sociais, uma tia de Thaygo cobrou ações das autoridades, questionando a falta do soro na cidade.
Em nota, a Prefeitura de Cambará afirmou que todos os protocolos de emergência foram acionados, com apoio do CIATox e do Samu. O município explicou que o soro ainda não é armazenado localmente devido a exigências técnicas de conservação e capacitação, mas que está trabalhando para viabilizar o armazenamento o mais breve possível.
O escorpião-amarelo é uma das espécies mais venenosas do Brasil, e o Ministério da Saúde orienta medidas de prevenção como manter terrenos limpos, vedar ralos e frestas, e evitar acúmulo de lixo.