O Paraná vive um intenso processo de transição demográfica, com o número de idosos (60 anos ou mais) saltando de 1,28 milhão em 2012 para 1,98 milhão em 2025 — um aumento de 55,42%. Em contrapartida, a população jovem (0 a 24 anos) encolheu 7,83% no mesmo período. Os dados, divulgados pelo IBGE, mostram que as faixas etárias mais avançadas, como a de 70 a 74 anos, foram as que mais cresceram (78,5%), consolidando o Paraná como referência em políticas públicas para a terceira idade e o primeiro estado da América do Sul com o selo "Amigo da Pessoa Idosa" da OMS.
Para responder a essa demanda, o Governo do Estado investe R$ 113,7 milhões em programas como o "Paraná Amigo da Pessoa Idosa", condomínios exclusivos para idosos e a pioneira "Bolsa Cuidador Familiar", que paga meio salário-mínimo a quem cuida de parentes dependentes em casa. Essas ações visam garantir dignidade e reduzir a institucionalização, valorizando o cuidado doméstico, frequentemente exercido por mulheres.
No setor habitacional, o estado também se destaca:
- Domicílios: O Paraná atingiu 4,5 milhões de unidades, liderando o crescimento na Região Sul (4,3%).
- Perfil das moradias: 83,5% dos paranaenses vivem em casas e o estado é o segundo do Brasil com mais carros na garagem (68,3% dos lares).
- Adensamento: O número médio de moradores por casa caiu de 3 pessoas em 2021 para 2,6 em 2025.
Outro ponto central da pesquisa é o protagonismo feminino. No intervalo de 13 anos, o percentual de mulheres responsáveis pelos domicílios paranaenses saltou de 19,9% para 39,5%. Atualmente, com 11,9 milhões de habitantes, o Paraná mantém o posto de quinta maior população do país, refletindo um cenário nacional de desaceleração do crescimento populacional e aumento da longevidade.