A hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, segue como um dos principais desafios de saúde pública no Paraná. Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) revelam que mais de 2,1 milhões de paranaenses convivem com a doença em 2026. Apenas no primeiro bimestre deste ano, os atendimentos na Atenção Primária superaram a marca de 820 mil, evidenciando uma busca crescente por controle e diagnóstico. A condição é o principal gatilho para complicações graves, como infartos e AVCs, sendo alimentada diretamente por hábitos como o sedentarismo e o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados.
Uma mudança significativa nos protocolos de saúde, atualizada no final de 2025, acende um alerta para a população: a marca de 120/80 mmHg (o famoso 12 por 8) não é mais considerada a pressão ideal, mas sim um estágio de pré-hipertensão. Para ser classificada como normal, a pressão deve estar abaixo desses valores. Segundo o secretário de Saúde, César Neves, a alimentação é o pilar central para reverter esse quadro. A recomendação atual é não ultrapassar 2 gramas de sódio por dia (cerca de 5g de sal de cozinha), priorizando alimentos naturais em detrimento dos industrializados, que desregulam o metabolismo e promovem inflamações intestinais.
Com o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão se aproximando (26 de abril), as autoridades reforçam que a aferição regular é a única forma de diagnóstico precoce. Pessoas acima dos 20 anos devem medir a pressão ao menos uma vez ao ano, ou com maior frequência caso haja histórico familiar. Embora não tenha cura, a hipertensão pode ser controlada com medicamentos e, principalmente, com a adoção de um sono de qualidade, prática de exercícios e controle do estresse, garantindo maior longevidade e redução de mortes prematuras no estado.