Um levantamento da Nexus, baseado em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aponta que o número de eleitores com mais de 60 anos cresceu de 20,8 milhões em 2010 para 36,2 milhões em março de 2026. Esse salto de 74% contrasta com o crescimento de apenas 15% do eleitorado geral no mesmo período. Com esse peso numérico, a chamada Geração Prateada passa a ser vista como o "fiel da balança" em cenários de polarização acirrada, sendo capaz de definir resultados eleitorais em disputas decididas por margens estreitas.
O estudo destaca ainda um comportamento de maior engajamento: enquanto a abstenção geral do país subiu nas últimas três eleições, a dos idosos apresentou queda, fixando-se em 34,5% no último pleito nacional. Mesmo entre os maiores de 70 anos, cujo voto é facultativo, o comparecimento às urnas tem aumentado, indicando que esse público participa do processo democrático por convicção política. Para especialistas, conquistar o voto sênior tornou-se tão vital quanto atrair os jovens entre 16 e 18 anos.
Além de votar mais, a população 60+ também está ocupando mais espaços na disputa por cargos públicos. Nas eleições de 2024, o Brasil registrou o recorde de 70 mil candidatos nessa faixa etária, representando 15% do total de candidaturas. Esse movimento reflete o aumento da longevidade e sinaliza que as pautas voltadas ao envelhecimento populacional deverão ganhar protagonismo nos programas de governo dos candidatos que pretendem vencer em outubro.