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GOLPE

Suspeitos fingem ser funcionários de bancos para aplicar golpes contra idosos

Polícia Civil informou que investiga os casos; grupo faz ligação oferecendo falso serviço e solicita entrega do cartão da vítima com senha.

Postado em 13/05/2020 às 18:05 |

Suspeitos fingem ser funcionários de bancos para aplicar golpes contra idosos (Foto: Imagem Ilustrativa)

A Polícia Civil do Paraná investiga ação de um grupo de suspeitos que utiliza ligações telefônicas para entrar em contato com idosos e fingem ser representantes de bancos para aplicar golpes no Paraná.

A filha de uma das vítimas, que não quis ser identificada, conta que o pai, de 73 anos, conversou por duas horas com uma pessoa desconhecida, que fingiu ser funcionária do banco onde ele possui conta.

"A moça ligou dizendo que era do banco e que o cartão dele tinha sido clonado e usado em Santa Catarina, e que com isso o banco já estaria cancelando, porque havia tido uma fraude. Foi passando todos os dados dele", disse.

De acordo com a filha, a falsa representante do banco disse que o idoso deveria colocar o cartão bancário que ele possuía em um envelope, com número de protocolo falso.

Em seguida, disse que, devido ao fato de o homem não poder sair de casa, considerando os riscos pelo novo coronavírus, deveria entregar o envelope com o cartão a um rapaz, que passaria na casa da vítima para pegá-lo e entregar um novo cartão.

Para convencer a vítima de que a entrega do cartão, junto com a senha, seria segura, a mulher disse ao idoso, por telefone, que ele poderia cortar o cartão que possuía ao meio, uma forma de manter o chip intacto, de acordo com a filha.

Os golpistas fizeram uma compra de R$ 999, além de dois saques, de R$ 1 mil cada. Quando a família percebeu o prejuízo, bloqueou o cartão e procurou o banco para tentar buscar uma solução.

A Polícia Civil confirmou que recebeu registros do golpe no estado e que, em muitos casos, o prejuízo causado aos idosos é grande.

A delegada Anna Karyne Palodetto conta que as vítimas perdem, em média, mais de R$ 10 mil cada, ao cair no golpe.

A orientação da polícia é para que as pessoas se mantenham atentas em relação aos dados bancários e negociações dos idosos, desconfiando de qualquer ligação diferente relacionada a questões bancárias.

Gladir Basso, presidente da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários no Estado do Paraná (Feeb-PR), ressalta a importância do cuidado.

"É importante salientar que as pessoas tenham o conhecimento de que os bancos não mandam ninguém buscar cartão em casa. Não encaminham nada do ponto de vista de visualizar ou buscar senhas, e muito menos encaminham motoboys para pegar cartões. Isso não existe", diz.

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