SAÚDE
Paraná reduz em 47,8% a mortalidade por aids com ampliação de testes e cuidado pré-natal
Estratégia integrada da Sesa fortalece a linha materno-infantil e garante que 96% dos pacientes em tratamento atinjam carga viral indetectável.
Publicado em 02/06/2026 às 18:33
O Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), consolidou sua posição como referência nacional no enfrentamento ao HIV após registrar uma redução de 47,8% na taxa de mortalidade por aids nos últimos 10 anos. O resultado decorre de políticas públicas focadas no acolhimento pré-natal precoce, na descentralização da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) por todas as 22 Regionais de Saúde e na estratégia "Testar e Tratar", que acelera o início da terapia antirretroviral (TARV). Atualmente, o índice de mortalidade no estado caiu para 2,8 por 100 mil habitantes, com 93% das pessoas diagnosticadas em tratamento e, destas, 96% com carga viral indetectável.
A Linha de Cuidado Materno-Infantil destaca-se como um dos pilares para buscar o índice zero de transmissão vertical (da mãe para o bebê). O protocolo estadual determina a realização do teste de HIV em todos os trimestres da gestação e na admissão para o parto. Para as gestantes diagnosticadas, o acompanhamento é estratificado como de alto risco, garantindo suporte multiprofissional e fornecimento de fórmulas lácteas infantis para substituir integralmente o aleitamento materno. Como reconhecimento pelo desempenho, o Ministério da Saúde concedeu ao Paraná o "Selo de Eliminação" da transmissão vertical do HIV e o Selo Bronze para sífilis e hepatite B.
O fortalecimento do diagnóstico também é evidenciado pela progressão contínua na oferta de exames da rede pública. Em 2025, o estado realizou 707.484 testes rápidos e distribuiu 64.280 autotestes, enquanto o balanço parcial dos primeiros quatro meses de 2026 já soma 231.110 testes rápidos e 19.003 autotestes entregues. A rede estadual conta ainda com o Circuito Rápido da Aids Avançada, mecanismo voltado a identificar infecções oportunistas em pacientes graves em menos de 30 minutos, acelerando as intervenções médicas.
Fonte: SESA
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